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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Projeto da Embrapa Pecuária Sul inicia melhoramento genético da raça Brangus


Melhorar geneticamente as características da raça bovina Brangus é o objetivo de um dos projetos da Embrapa Pecuária Sul, iniciado em março deste ano. Este trabalho, que também inclui a raça Canchim, está sendo desenvolvido em parceria com outras três unidades de pesquisa – Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Gado de Corte e Embrapa Clima Temperado, além de outros parceiros. 

Segundo o coordenador do projeto da raça Brangus, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Marcos Yokoo, há demandas do setor produtivo por melhorias em algumas das características da raça. As duas raças foram desenvolvidas no Brasil em fazendas governamentais e, no caso do Brangus, buscou-se unir a rusticidade do zebuíno (resistência a parasitas, tolerância ao calor, habilidade materna) com as vantagens do Angus (qualidade da carne, precocidade sexual e elevado potencial materno). Já no caso do Canchim, o cruzamento foi entre o zebuíno e o Charolês.

O objetivo geral da pesquisa é ampliar a base de fenótipos, de genótipos e os estudos de características não convencionais para a aplicação futura no desenvolvimento de três linhagens das referidas raças. “A primeira linhagem de Brangus que se objetiva alcançar é uma que seja resistente a parasitas, principalmente ao carrapato. A segunda é a linhagem com temperamento mais dócil e a terceira será uma linhagem testemunha das duas primeiras e melhorada para as características tradicionais”, explica o pesquisador. Para tanto, estão sendo utilizadas cerca de 300 matrizes Brangus.

As primeiras avaliações começaram recentemente, no momento da desmama, aos sete meses de idade. Os animais receberam marca, brinco de identificação, vermífugo e os carrapatos foram contados. Também foi feita a medição de peso e a velocidade de fuga do brete. Essa última atividade, por exemplo, pretende inferir sobre o temperamento do animal, uma das características visadas no programa de melhoramento. De acordo com Yokoo, as duas próximas avaliações serão ao ano e ao sobreano dos animais. “Vamos reunir essas três avaliações e selecionar os pais para a próxima geração”, conta. Além dessas medidas, também foram feitos exame de ultrassom nos animais da safra de sobreano.

Para observar o melhoramento genético de gado de corte é necessário cerca de 10 anos, ou seja duas ou três gerações. “Cada geração leva entre quatro e cinco anos para ter a genética atestada, pois os animais precisam crescer e se reproduzir e seus filhos serem provados e selecionados. E nós precisaremos de pelo mesmo duas gerações para definirmos bem as linhagens com as características perceptíveis e asseguradas do Brangus”, explica o pesquisador.

Manuela Bergamim – Jornalista (MTb 1951/ES)
Fernando Goss – Jornalista (MTb 1065/SC)
Embrapa Pecuária Sul
(53) 3240-4660 / cppsul.imprensa@embrapa.br

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