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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Utilização do GnRH (Acetato de Deslorelina) no desenvolvimento folicular e obtenção de múltiplos embriões em éguas cíclicas


O Brasil é o segundo maior produtor de embriões equinos, com mais de 12.000 embriões transferidos no ano de 2012 (IETS, 2012). Alvarenga (2011) relatou que a baixa eficácia dos programas de transferência de embriões esta na dificuldade de induzir múltiplas ovulações, e nesse sentido diversos trabalhos tem sido realizados buscando um tratamento para solucionar tal problema. Diferentemente de bovinos, a superovulação em equinos a limitação do desenvolvimento da técnica esta relacionada, não somente ao uso de produtos/protocolos, mas também a questão anatômica, na qual, a fossa ovulatória, após a primeira ovulação em éguas superovuladas, inicia-se a formação de coágulo e esse pode reter os oocitos subsequentes, reduzindo a eficácia dos tratamentos.

Como alternativa para atender essa demanda, uma opção são os tratamentos que produza não mais de 2 a 3 embriões, que possam gerar subsequentemente uma prenhez. Nesse sentido diversos são os trabalhos que relatam o uso de GnRH e seus análogos em bombas de infusão ou repetidas doses, porém o uso prático dessas técnicas é pequena.

Recentemente, com o lançamento do Sincrorrelin (Deslorrelina Injetável) no mercado brasileiro, abriu-se a oportunidade de trabalhar com esse produto exclusivo como tratamento superovulatório em éguas.

Em um experimento, recentemente conduzido, Carmo (2013) utilizou 31 éguas das raças Mangalarga e Quarto de Milha, cíclicas, de 3 a 18 anos, em boas condições, física e nutricional entre os meses de Setembro/2012 a Janeiro/2013.

Todas as éguas foram tratadas seguindo o descrito a seguir: Após 8 dias de um cio base as éguas receberam uma dose de prostaglandina (PG, Cloprostenol, 250µg, Sincrocio, 1mL) e durante os dias subsequentes foram avaliadas por ultrassom a cada 24 horas até o momento em que se detectou pelo menos dois folículos com diâmetro igual ou maior que 20mm (TF20). Nesse momento as éguas foram alocadas nos grupos constituídos: G-Controle: receberam doses de 0,5mL de placebo, a cada 12 horas durante 4 dias.(n=62 – 1º e 2º ciclo das éguas); G-Tratado 1: receberam doses de 125µg de deslorelina (Sincrorrelin, 0,5mL) a cada 12 horas até que os folículos atingissem diâmetros maior que 33mm (n=31 – 3º ciclo das éguas) e G-Tratado 2: receberam tratamento similar ao grupo anterior, porém no 4º ciclo estral (n=12). A indução de ovulação, foi realizada quando os folículos dominantes apresentavam diâmetro igual ou maior que 33mm com 2.500UI de hCG.

Após 24 horas, as fêmeas foram inseminadas e 7 dias depois foi realizada a coleta de embriões e administração de uma dose de PG, para apresentação de um estro e início de um novo ciclo.

Figura 1: Delineamento do experimento – Tratamentos utilizados.



Não houve diferença estatística em todos os parâmetros analisados nos grupos tratados (GLIMMIX, SAS; P>0,05) e os dados foram agrupados, analisados e seguem apresentados (média±desvio padrão) em grupos Controle (n=62) e Tratado (43).



Não houve diferença entre os grupos para os parâmetros diâmetro dos folículos no início do tratamento (Controle: 24,8±0,3, 23,5±0,2; Tratado 24,6±0,4, 23,6±0,4; P=0,73 e 0,94), diâmetro do folículos no momento da indução de ovulação (35,4±0,1 vs 35,23±0,23; P=0,38), diâmetro dos folículos na inseminação (39,8±0,2, 39,81±0,3; P=0,73), intervalo entre a PG e próximo cio (4,9±0,1, 4,9±0,1; P=0,95) e taxa de recuperação de embriões ovulados (56,3%, 62,6%; P=0,55). Foram observadas diferenças estatísticas entre os animais tratados e controle nas seguintes características:número de folículos no momento da indução (1,0±0, 2,12±0,1; P=0,001), número de ovulações (1,0±0, 2,0±0,1; P=0,001) e número de embriões recuperados (0,6±0,1, 1,33±0,1; P=0,001).

Tabela 1. Resultados apresentados por éguas tratadas com Sincrorrelin em programas de coleta de embriões.



Dessa forma, conclui-se que o uso do tratamento com Sincrorrelin é capaz de aumentar a capacidade de desenvolvimento folicular, o numero de ovulações e embriões recuperados, sendo, portanto uma excelente opção para incrementar resultados em programas de transferência de embriões da espécie equina.



Fonte: OuroFino Agronegócio  Equipe de Reprodução Animal.

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