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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Previsões e Estimativas das Safras Agrícolas do Estado De São Paulo, Ano Agrícola 2012/13


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), realizou, no período de 1 a 25 de fevereiro de 2013, a terceira previsão e estimativa da safra agrícola 2012/13 para as principais culturas do Estado de São Paulo (Tabelas 1 a 4). Os dados foram obtidos pelo método subjetivo2, que consiste nas informações fornecidas pelos técnicos das Casas de Agricultura, em cada um dos 645 municípios.

2 – Levantamento Final da Safra das Águas 2012/13

Estas informações encerram os levantamentos realizados da safra 2012/13, para os produtos batata e feijão das águas.

Para a batata das águas, as estimativas finais de 2012/13 em relação à safra passada, mostraram queda de 15,5% na área cultivada e 12,7% na produção. Porém, para a produtividade, houve crescimento de 3,4%. Quanto à cultura do feijão das águas, os resultados apontaram redução na área plantada de 18,2% (com 55,1 mil hectares) e de 10,8% no volume produzido, mas aumento de 9,1% na produtividade

3 – Levantamento Parcial do Ano Agrícola 2012/13

Na cultura da batata da seca, cujo início do plantio é em janeiro, os dados do levantamento apontam para aumento da área cultivada de 4,2% e produção maior em 6,1% relativamente à safra 2011/12. Esta situação é influenciada pelos preços firmes recebidos pelos produtores paulistas desde o final de 2012.

O mercado de cebola operou, em 2012, com preços altos o ano todo, por conta da seca que atingiu a região Nordeste (Bahia e Pernambuco), impedindo a irrigação das lavouras e diminuindo a produção, além das menores ofertas oriundas de São Paulo, do sul do Brasil e da Argentina. Assim, para 2013, espera-se que a área cultivada em todo o Brasil aumente. Na época deste levantamento, em São Paulo, cultiva-se somente a cebola de bulbinho (soqueira), que apresenta 56,3% de diminuição na área e de 53,0% na produção esperada. Esse resultado justifica-se, pois o cultivo de bulbinhos representa apenas 16% do total da cebola cultivada e, em razão do preço atrativo, os produtores colocaram no mercado parte das “sementes”.

O mercado de tomate de mesa (envarado) em 2012 foi oscilante nas cotações durante o ano. Para 2013 a área cultivada deve diminuir 3,9% e a produção será 5,0% menor. O Estado de São Paulo é o maior produtor brasileiro de tomate para consumo in natura.

O tomate rasteiro (para indústria) é produzido mediante acordo de preços para o plantio. Em 2012 a média de preços pagos pela indústria foi de R$180,00/t, diante do custo de produção de R$165,00/t. Os preços pagos pela indústria em 2011 oscilaram entre R$150,00/t e R$163,00/t.

A previsão da produção brasileira de tomate, feita pelas indústrias, indica que em 2013 será de 1,67 milhão de toneladas, 11,2% menor, cultivada em 19,43 mil hectares, 8,8% menor que em 2012. O Estado de São Paulo participará com 17,0% da produção nacional de tomate industrial, enquanto Goiás produz cerca de 80,0%. A área cultivada de tomate rasteiro em São Paulo está prevista em 3,5 mil hectares, 22,8% menor e a produção 285,56 mil toneladas, 20,9% menor que em 2012, de acordo com o levantamento IEA/CATI.

O incremento na safra das águas de amendoim é resultado do aumento da área plantada (7,3%), especialmente nos EDRs de Presidente Prudente e de Jaboticabal, e da produtividade (4,2%) relacionada às condições de plantio e colheita, bem como do investimento do produtor, motivado pelas boas perspectivas dos mercados externo e doméstico. Para a safra da seca são esperados acréscimos de área plantada (8,8%), de produção (17,7%) e de produtividade (8,2%), que reforça o bom desempenho da safra das águas.

A previsão de safras de fevereiro de 2013 ratifica a intenção de plantio no sentido da queda no cultivo de algodão no Estado de São Paulo. A área cultivada é retraída em 42,7% e a produção, estimada em 35,06 mil toneladas, deve ser 44,4% menor, comparativamente à anterior. Esse comportamento reflete, em parte, as condições desfavoráveis no mercado da fibra, já presentes por ocasião da comercialização da produção de 2012. O quadro de desestímulo que se acirrou por ocasião do plantio da safra atual, em virtude do enfraquecimento no consumo, da diminuição no comércio e de elevação nos estoques de passagem da fibra no mercado internacional, é também observado no âmbito doméstico, por meio dos estoques suficientes para refrear elevações nos níveis dos preços.

A sojicultura paulista deve ser ampliada em 12,0% em área cultivada e alcançar 610,8 mil hectares, nos quais devem ser obtidos 1,90 milhão de toneladas, quantidade que representa aumento de 25,6% em relação à safra anterior. A considerar a característica de elevada liquidez proporcionada pelo grão e seus derivados – consumo de óleo e a crescente demanda por farelo para a produção de carnes - especialmente nesta temporada, esse aspecto ganhou ainda maior importância em virtude da quebra da colheita estadunidense. Dessa maneira, a alta nas cotações externas exerce influência significativa para a tomada de decisões do agricultor brasileiro, a exemplo do que vem ocorrendo na presente temporada em resposta às condições favoráveis de mercado.

A cultura do milho de verão (primeira safra) deverá apresentar redução de 3,9% da área plantada na safra 2012/13, sendo mais acentuada essa queda no sistema irrigado (-9,8%) do que no sistema sequeiro (-3,1%). Esta redução é explicada pela menor atratividade econômica da cultura em relação à da soja, cuja área cresce. A produção esperada nesta safra é de 3.250,6 mil toneladas, com queda de 4,4%, relativamente à safra 2011/12. Prevê-se ligeira redução da produtividade, em razão das condições climáticas adversas, com períodos de escassez e de excesso de chuva, o que favoreceu a incidência e severidade do ataque de pragas e doenças.

A cultura do milho safrinha (segunda safra) deve apresentar crescimento de 4,4% da área plantada na safra 2012/13, em razão das expectativas favoráveis do mercado do cereal em 2013, tanto no âmbito interno como no externo, ainda como reflexo da frustração da safra americana em 2012/13. Os preços de milho no primeiro bimestre de 2013 foram superiores aos do ano precedente, fato que favorece a decisão de ampliação do cultivo pelo produtor. Outro fator importante é o sistema de sucessão de cultura com a soja, que a exemplo da do milho, apresentou rentabilidade elevada, o que reduz acentuadamente as necessidades de financiamento de terceiros para custeio da safra. A redução da produtividade prevista (-2,5%) pode não se concretizar, tendo em vista as incertezas das condições climáticas durante o período de desenvolvimento da cultura.

Os dados para a cultura de arroz são de retrações de área (15,6%) e de produção (8,1%), com o aumento da produtividade de 8,9%.

Para o feijão da seca, as tendências são de elevação na área (1,0%) e na produção (15,2%), em relação ao ano agrícola anterior.

Apesar dos bons preços atuais da mandioca, principalmente decorrentes da estiagem no Nordeste, a área cultivada com mandioca industrial está se reduzindo em São Paulo, face à competição por área com as culturas de milho, soja e cana para indústria. Os dados da previsão de fevereiro indicam quedas na área (1,6%), na produtividade (0,1%) e na produção (2,4%).

Mesma tendência é detectada para a mandioca de mesa, com diminuições na área plantada (4,2%), na produção (3,9%) e na produtividade (2,4%).

Na cultura da banana foram observados decréscimo de 0,9% na área e elevações de 4,9% na produção e de 4,1% na produtividade, em relação ao ano agrícola anterior.

Para cana-de-açúcar destinada à indústria, os números iniciais da safra registram manutenção da área plantada (área nova e área em produção) totalizando 5.994,2 mil hectares, com a produção de 428,3 milhões de toneladas, sendo 0,8% maior que a safra passada, por conta dos ganhos de 1,2% na produtividade, atingindo a marca de 80,2 t/ha. Contudo, deve-se observar que, além das boas condições climáticas para a cana, a cultura teve maiores investimentos nos tratos culturais, podendo influenciar nos próximos levantamentos um aumento mais significativo na produtividade, notadamente se as condições edafoclimáticas assim permitirem.

Em fevereiro de 2013 foi realizado o segundo levantamento subjetivo de previsão e estimativa de safra de café, safra 2012/13, em que se contabilizou colheita de 4,710 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado. Essa quantidade praticamente não oscilou frente ao levantamento realizado em novembro de 2012 em que se previa colheita de 4,761 milhões de sacas. Tampouco foi constatada alteração na área em produção, estimada em 210 mil hectares. Embora a corrente safra pertença ao ciclo de baixa, a produtividade média da cafeicultura paulista situou-se no satisfatório patamar de 22,42 sc./ha. Os cinturões produtores de Franca e Marília exibem produtividades médias estimadas acima das 24 sc./ha. Com 15,8 mil hectares em formação, a cafeicultura paulista possui 7,5% da área produtiva em renovação e/ou expansão, sendo esse indicador importante na avaliação do dinamismo econômico dessa lavoura no estado. Os resultados provenientes deste levantamento, em relação à safra passada, indicam redução de 12,1% no volume a ser produzido, em função da menor produtividade em 12,9%.

Os resultados deste levantamento encontram-se disponibilizados nas tabelas 1 e 4, por Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) na tabela 2 e por Região Administrativa (RA) na tabela 3.

O 4o levantamento das safras agrícolas do Estado de São Paulo, a ser efetuado em abril, deverá trazer informações mais precisas sobre produções e produtividades, para o ano agrícola 2012/13.


Tabela 1 - Previsões e Estimativas das Safras Agrícolas do Estado de São Paulo, Comparativo de Área, Produção e Produtividade, Ano Agrícola 2012/13, 3º Levantamento, Fevereiro de 20131

 Tabela 1 - Previsões e Estimativas das Safras Agrícolas do Estado de São Paulo, Comparativo de Área, Produção e Produtividade, Ano Agrícola 2012/13, 3º Levantamento, Fevereiro de 20131

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