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sábado, 12 de maio de 2012

Instituto Agronômico de Campinas Desenvolve Nova Variedade de Feijão : IAC Imperador


O IAC Imperador tem ciclo precoce de 75 dias, enquanto que as variedades tradicionais presentes no mercado, em geral, apresentam ciclo de 85 a 95 dias para serem colhidas. Os produtores rurais tem interesse em variedades de feijão com ciclo precoce por conseguirem retorno financeiro mais rápido e intercalar o cultivo da leguminosa com milho e soja, por exemplo.

Com essa característica o produtor pode ainda produzir três vezes no ano, nas épocas da seca em fevereiro, de inverno, em maio, e das águas, em setembro.

“No Estado do Paraná, estão sendo muito procuradas variedades precoces de feijoeiro”, afirma Alisson Fernando Chiorato, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O Paraná é hoje o Estado que mais produz feijão no Brasil.

De acordo com Chiorato, o problema é que as variedades de feijão precoce existentes no mercado têm problemas de aspecto visual do grão por não apresentarem tamanho e coloração desejados pela indústria empacotadora. “O IAC Imperador será algo novo no mercado, pois todas as variedades precoces não apresentam a mesma qualidade de grão quando comparadas as principais cultivares de ciclo normal. O IAC Imperador é uma ótima opção aos produtores”, afirma o pesquisador.

A variedade desenvolvida pelo Instituto Agronômico apresenta peneiras de tamanho 12 a 13. Resistente a antracnose e tolerante à murcha de fusarium, principais doenças da cultura, o IAC Imperador tem redução em até 30% na aplicação de defensivos agrícolas.

Para os produtores rurais, o novo feijão tem produtividade média de 2.266 kg, sendo semelhante as outras variedades em uso. “Para atingir esse patamar, o agricultor deverá trabalhar com adubação correta, semeadura dentro do zoneamento agrícola da variedade e colheita fora dos períodos chuvosos. Altas produtividades são resultado de boa qualidade do ambiente do cultivo”, explica Chiorato.

Na panela de pressão, o IAC Imperador fica pronto em aproximadamente 20 minutos, apresentando grãos claros e inteiros no final do cozimento. “Geralmente os feijões cozinham entre 25 a 30 minutos. A variedade do IAC cozinha em menor tempo por conta da alta qualidade tecnológica nela empregada”, diz Chiorato. O valor protéico da variedade chega a 21%, menos apenas que a variedade de feijão IAC Formoso, que tem de 23% a 24% de proteína.

Por ser uma planta de porte ereto a colheita mecanizada é facilitada, fazendo com que a máquina corte rente ao solo, o que evita desperdício de produção. Segundo Chiorato, o Brasil colhe hoje de 70% a 80% de seus feijões com o uso de máquinas.

O pesquisador do IAC prevê que até o final de 2012, na safra das águas, e para o começo da safra da seca de 2013, os produtores rurais poderão ter acesso às sementes do IAC Imperador. O plantio do material é recomendado para os Estado de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, principais regiões produtoras de feijão do País.


Fonte: IAC

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