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terça-feira, 21 de maio de 2013

Laboratórios: Mapa oficializa manuais de análise de resíduos e contaminantes


Os requisitos específicos para credenciamento e funcionamento dos Laboratórios de Resíduos e Contaminantes em Alimentos para atender exclusivamente as demandas do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC) foram estabelecidos nesta segunda-feira, 20 de maio. A medida foi publicada por meio da Instrução Normativa nº 16, no Diário Oficial da União (DOU), e assinada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade.

A normativa oficializa os manuais de Garantia da Qualidade Analítica e o de Procedimentos do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes. Esses instrumentos devem ser utilizados obrigatoriamente pelos laboratórios durante os estudos de validação dos métodos de ensaios e nas suas rotinas.

De acordo com a normativa, o credenciamento ou autorização será concedido por ensaio ou grupo de ensaios na área de resíduos e contaminantes em alimentos de origem animal e vegetal.

Os laboratórios também deverão participar de testes de proficiência e comparações interlaboratoriais periodicamente. Os relatórios sobre essas avaliações devem ser enviados à Coordenação-Geral de Apoio Laboratorial da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (CGAL/SDA/Mapa).

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social
(61) 3218-3089/2203
Carlos Mota
carlos.mascimento@agricultura.gov.br 


Fonte: Mapa


Publicado no Diário Oficial o reajuste do café arábica


Portaria assinada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, nesta segunda-feira, 20 de maio, no Diário Oficial da União, estabelece o preço mínimo para o café arábica de R$ 307 a saca de 60 quilos. O novo preço foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião realizada no dia 30 de abril.

O novo valor, válido de maio de 2013 até março de 2014, é destinado ao café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima, admitido até 10% de vazamento e teor de umidade de até 12,5%.

O preço do café robusta foi mantido em R$ 156,57 a saca de 60 quilos, tipo 7, com até 150 defeitos, peneira 13 acima e teor de umidade de até 12,5%. O preço foi mantido porque, de acordo com estudos realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os custos de produção não apontaram necessidade de reajuste.

Culturas de inverno – Também estão publicados os preços mínimos para as culturas de inverno da safra 2013, definidos pelo CMN. Os reajustes são do trigo para a região Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Bahia, destinados ao trigo tipo básico, doméstico, pão e melhorador.

Outros valores foram definidos para a aveia, canola, cevada, girassol e triticale.

Confira aqui as portarias 308 e 309 do Diário Oficial da União.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do Mapa
(61) 3218-2203
imprensa@agricultura.gov.br
Fonte: Mapa

Pesquisa Embrapa estuda bioprocessos de transformação de glicerina em produtos químicos

                                                           Foto: Goreti Braga

A obtenção de insumos para a indústria a partir da glicerina é uma das frentes de pesquisa em que a Embrapa Agroenergia está investindo com o objetivo de agregar valor à cadeia produtiva do biodiesel. Em trabalho de pós-doutorado realizado no Instituto Militar de Engenharia (IME/RJ) no ano passado, a pesquisadora Mônica Damaso conseguiu produzir xilitol e sorbitol a partir da biotransformação da glicerina bruta por fungos filamentosos. O xilitol e o sorbitol são químicos do tipo blocos construtores, ou seja, são empregados na geração de produtos para diversos tipos de indústrias, como a química, a alimentícia e a farmacêutica.

A glicerina é o principal subproduto da produção de biodiesel – são gerados 10m³ a cada 90 m3 do biocombustível. Em 2011, as usinas geraram mais de 270 mil m3 de glicerina, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A maior parte desse material é exportada na forma bruta, que tem baixo valor comercial – cerca de US$ 0,30 por quilo. Além disso, a procura por esse produto no mercado é oscilante. De fevereiro para março deste ano, por exemplo, as exportações caíram mais de 45%. “O objetivo final do nosso trabalho é justamente encontrar maneiras viáveis de transformar a glicerina em itens de maior valor agregado, gerando mais emprego e renda no País”, afirma Mônica.

No trabalho que realizou no IME, com a supervisão da professora Wilma de Araújo Gonzalez, Mônica utilizou glicerina de duas fontes: a primeira, proveniente do processo industrial de produção do biodiesel com óleo de soja e metanol; a segunda, obtida em laboratório a partir de biodiesel de óleo de dendê com etanol.

Mônica testou duas espécies de fungos filamentosos na biotransformação. A primeira delas, a P. variotii, já havia se mostrado eficiente para produção de polióis a partir de glicerina purificada comercial, em um trabalho anterior desenvolvido no IME, que gerou inclusive solicitação de patente. O desafio da pesquisadora da Embrapa Agroenergia foi obter resultados semelhantes com o material bruto e identificar as substâncias formadas. “Se conseguimos obter os produtos sem purificar a glicerina, eliminamos uma etapa do processo e reduzimos custos”, ressalta Mônica. Além dessa espécie, ela também testou um fungo isolado de uma amostra de glicerina obtida no próprio IME.

As duas linhagens testadas foram capazes gerar sorbitol e xilitol a partir do subproduto do biodiesel metílico de soja. Também foram obtidos resultados com biodiesel de dendê que estão sendo avaliados para solicitação de proteção de propriedade intelectual.

Um dos grandes desafios encontrados no trabalho foi a identificação das substâncias geradas. Tanto a glicerina quanto os produtos formados pertencem ao mesmo grupo químico, o dos polióis. Por isso, foi necessário utilizar equipamentos analíticos com detectores muito sensíveis. As análises foram realizadas na Central de Análises Químicas e Instrumentais da Embrapa Agroenergia, com cromatrografia líquida de ultra alta eficiência (UHPLC) e espectrometria de massas de alta resolução (HRMS).

“A colaboração com o IME foi muito produtiva e o trabalho de pesquisa vai continuar”, ressalta Mônica. “Ainda existem desafios para otimizar a obtenção dos polióis, visando ao maior rendimento do processo de biotransformação”, completa.

Nos laboratórios da Embrapa Agroenergia, outras estratégias também estão sendo utilizadas para aproveitamento da glicerina. Em um dos projetos, que é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), os pesquisadores estão buscando bactérias e leveduras eficientes na biotransformação desse subproduto.

Embrapa Agroenergia

Vivian Chies (MTb 42.643/SP)

E-mail: cnpae.comunica@embrapa.br

(61) 3448-2264 / 1581

Usina Guarani abre programa de estágio 2013

Até o dia 2 de junho, a Guarani recebe inscrições para o Programa Jovens Talentos 2013, seleção de universitários que cursam engenharia mecânica, elétrica, química eagronômica para realizar estágio no setor sucroenergético. 

Com duração de seis meses, o programa proporciona aos estudantes a vivência do ambiente corporativo e o desenvolvimento de atividades práticas.

As inscrições devem ser realizadas no site da companhia www.aguarani.com.br. As provas on line acontecem entre os dias 3 e 6 de junho. Em seguida, os candidatos selecionados para a próxima etapa passarão por dinâmicas de grupo e entrevistas de 12 a 14 de junho.

Serão oferecidas vagas em todas as unidades da empresa. Os participantes do programa recebem bolsa auxílio, seguro de vida em grupo, transporte e alimentação.


Fonte: Usina Guarani e Globo Rural

Embrapa lança Milho biofortificado

                                          Foto: Guilherme Viana

Uma cultivar de milho com quantidade de pró-vitamina A (carotenoides) cerca de quatro vezes superior à encontrada em cultivares comuns do cereal será lançada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). A pró-vitamina A se transforma em vitamina A a partir de reações químicas no organismo. Entre suas funções estão a manutenção de uma boa visão, uma pele saudável e um bom funcionamento do sistema imunológico. A falta dela no organismo humano resulta na hipovitaminose A, considerado um dos principais problemas de nutrição no mundo. Essa deficiência está associada à perda de visão em crianças.

A cientista de alimentos Maria Cristina Dias Paes, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), Unidade responsável pelo desenvolvimento da cultivar, explica que o milho biofortificado – a cultivar será identificada pela sigla BRS 4104 – apresenta concentração de carotenoides percursores da vitamina A na faixa de 6 a 8 microgramas por grama de grãos. O milho comum apresenta entre 2,5 e 4 microgramas.

Em áreas experimentais na Embrapa Milho e Sorgo, o milho pró-vitamina A vem produzindo bem. De coloração amarela intensa, a cultivar foi desenvolvida a partir de um trabalho de seleção onde os grãos que apresentaram maior quantidade de pró-vitamina A foram selecionados e utilizados no processo de melhoramento. “Esse milho apresenta ciclo precoce e estamos muito otimistas com suas características agronômicas”, destaca Paulo Evaristo Guimarães, pesquisador da área de melhoramento.

A cultivar será lançada durante a 6ª SIT (Semana de Integração Tecnológica) e é resultado das ações do projeto BioFORT, nome que vem de biofortificação de alimentos, que trabalha o melhoramento genético convencional de culturas agrícolas que compõem a dieta básica da população brasileira e de outros países onde problemas nutricionais ainda são prevalentes. No Brasil, pesquisadores da Embrapa já conseguiram cultivares de mandioca e de batata-doce com altos teores de vitamina A e arroz, feijão e feijão-caupi mais ricos em ferro e zinco.

O milho biofortificado com pró-vitamina A é específico para programas sociais, como os de merenda escolar. O trabalho de transferência de tecnologia vem sendo feito pela Embrapa por meio da multiplicação de sementes biofortificadas pelas comunidades parceiras, cujos alimentos resultantes são utilizados em programas sociais, como o uso na merenda escolar e na dieta dessa população. Entre os impactos esperados estão o combate à desnutrição e à carência de nutrientes essenciais ao ser humano. Com a transferência dessa tecnologia, comunidades poderão ser beneficiadas com o consumo de alimentos mais nutritivos.



Fonte: Embrapa

CTNBio aprova cultivo de laranja transgênica para pesquisa



A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou uma normativa que libera o cultivo de laranjeiras transgênicas em campo para pesquisas. A proposta foi elaborada em consenso pelas nove entidades de pesquisa da fruta e abre caminho para a criação, no País, de variedades geneticamente modificadas que produzam laranjas resistentes às principais pragas da cultura, como o greening e o cancro cítrico, ou ainda tolerantes à seca.


A proposta é considerada um marco para a citricultura do Brasil, maior produtor mundial da fruta, com metade da oferta mundial e maior exportador de suco, com 80% do comércio da bebida no planeta. A cadeia movimenta US$ 6,5 bilhões no País por ano e quase US$ 300 milhões desse total são com defensivos para o controle de pragas, de acordo com levantamento do Centro de Pesquisa e Projeto em Marketing e Estratégia (Markestrat), valor que pode ser reduzido com as variedades transgênicas.

Com a medida, as instituições de pesquisa poderão apresentar à CTNBio os processos completos para desenvolvimento de variedades transgênicas dessas plantas. Até então, as pesquisas com laranjas geneticamente modificadas praticamente terminavam nas casas de vegetação, cujo cultivo das mudas é feito em vasos e o ambiente é fechado para impedir a "contaminação" da planta transgênica com outros ambientes.

Agora, os testes poderão ser feitos por meio do plantio de pomares, inclusive com a permissão do florescimento e o crescimento do fruto, o que antes não era liberado. Segundo Nelson Wulff, pesquisador do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) - uma das entidades que elaborou a proposta à CTNBio - o florescimento da planta transgênica era a principal preocupação do órgão federal para a liberação cultivo em campo dessas plantas. A CTNBio temia que o pólen das laranjeiras transgênicas fosse carregado pelas abelhas e levado para plantas de outras espécies, ou mesmo para outras plantas cítricas não transgênicas.

Para barrar o avanço do pólen transgênico para outras laranjeiras, a proposta buscou, no Instituto Valenciano da Espanha o modelo de contenção, com o plantio de barreiras naturais no entorno dos pomares geneticamente modificados. De acordo com Wulff, as barreiras, chamadas de bordaduras, são formadas por variedades de citros que impedem a saída dos insetos polinizadores, principalmente pelo fato de o néctar dessas flores serem mais "atraentes" que as da laranja.

Também participaram da proposta o Centro de Citricultura "Sylvio Moreira", Cena-USP, Embrapa, Esalq-USP, Iapar, Instituto Biológico de São Paulo, LNBio e Uesc. 

Fonte: DCI